Primeiras novidades da linha HD 2018

Bom Dia, Amigos!

Estamos iniciando o mês de Maio e começa a época onde teremos aos poucos novidades liberadas dos principais fabricantes (aqui coberto por este blog a Harley e a Indian).

Acabei de receber a tabela de cores para a linha 2018 da HD  e gostaria de dividi-la com todos os leitores em primeira mão.

Vejam abaixo as fotos….porém um detalhe importante: Minha fonte não fotografou a parte onde temos as custom colors para 2018 e nem onde tem as Hard Candy Custom (flakes)…mas já adianto que elas estão presentes sim.

As HCC se chamarão Hard Candy Shattered Flake e Hard Candy Chamaleon Flake.

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Minha percepção é que teremos cores com tons escuros este ano…mas confesso a todos que estou curioso para saber como será as cores e o brasão das edições de aniversário para os 115 anos.

Gostaria de ler o comentário de todos!

Abraxx!

Roadster – Já vimos isto antes…

Caros amigos e Leitores!!

Desde a apresentação a imprensa e ao público da linha 2017 da HD, vinha pensando em escrever este artigo…talvez alguns de vocês concordem e outros discordem de mim…mas vamos lá!

As duas grandes novidades para 2017 aqui no Brasil é o motor Milwaukee Eight que equipa os modelos Touring, que já foi discutido extensivamente neste blog e em outros, além de reportagens e testes da imprensa. A outra novidade foi a introdução da XL1200CR – Sportster 1200 Roadster, ou simplesmente Roadster como o marketing da HD vem usando.

A moto para mim, não é considerada uma grande novidade e vou apontar o por quê disso.

1 – O nome

O nome Roadster não é exatamente uma novidade no universo HD, quem conhece os modelos que a HD lançou ao longo dos seus 114 anos sabe que no final da década de 70 e inicio dos anos 80, houve uma Sportster…..que recebeu o nome de Roadster.

A Sportster daquela época tinha como objetivo ser uma moto estradeira com um certo grau de conforto. Como destaque, a moto tinha uma suspensão dianteira mais longa, sissybar com uma bolsa além de freios duplos. O motor era um Ironhead de 1000cc.

Em 1979, ela ainda tinha o tanque peanut e um escape com saídas uma para cada lado, típico das HD da metade final da década de 70, como a foto abaixo ilustra.

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Em 1980 veio o tanque maior e o escape foi modificado para o tradicional Staggered Shorty Dual

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Este modelo ficou em produção até 1985, quando com a introdução do Evolution na linha da Sportster em 1986 não seguiu em linha…. na sua última encarnação, o tanque já tinha embutido o  e montado no guidão estava o tacômetro.

As fotos a seguir são do catálogo de 1984 do meu acervo pessoal


O nome ficou dormente até 2004, quando na reformulação do chassi da Sportster para ganhar os coxins de borracha, a Sportster 1200 (informalmente chamada de Standard) foi “transformada” em outro modelo….a Sportster 1200 Roadster.

Incialmente lançada com o motor cromado, em 2006 passou a apresentar o acabamento wrinkle black como da foto abaixo (modelo 2007).

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Na linha 2008, ganhou o tanque de 4 galões das 883 Custom e 1200 Custom

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para então ser definitivamente eliminada na linha 2009.

Uma nota curiosa é que em alguns mercados, a Sportster 883R também recebia a denominação de 883 Roadster, particularmente no mercado inglês.

Agora, em 2017, a HD trouxe a nova encarnação do modelo….

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2- As peças que já vimos antes…

A Harley tem um conceito que é conhecido chamado de “parts bin bikes”….que nada mais seria um “novo” modelo criado com peças que teriam sobrado de outros modelos.

Aqui torna-se visível este conceito vamos pontuar de onde saíram algumas partes que o marketing faz questão de mostrar como inovador.

2.1 – a Tampa do filtro de ar e a espada com o olho de gato “pendurado”: Você já viu  ambos, tanto a tampa cinza como a espada…em 2007 quando a Nightster foi lançada, olha ai.

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2.2- A Suspensão Invertida e o paralamas dianteiro curto: Você já viu isto em 2 modelos na finada XR1200 (e a sua versão X – XR1200X) e no Project LiveWire

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O velocimetro e a suspensão traseira (que era novidade na linha 2016) já estavam disponíveis no catálogo de peças.

Já tive a oportunidade de sentar em uma tanto nos EUA como aqui no BR e o modelo não me agrada…porém, eu não sou o público-alvo deste modelo.

o que os leitores acharam?

Abraxx a todos

 

E a Indian terá novidades….

Bom dia, Amigos!

Após a HD mostrar ontem o seu modelo 2017.5 com a Road King Special.. a Indian fez as vezes de mandar um teaser no email como vocês veem abaixo:


Dia 25/02 teremos um novo modelo na família Indian.

Dificil é especular qual será… dos nomes tradicionais da Indian, ainda não foram utlizados Spirit, Indian Four…

Se curiosidade matasse… rsrs

Oque vocês acham que virá??

Abraxx a todos!

Novo lançamento HD – Road King Special

Boa Noite amigos Leitores,

Como todos já devem saber, após extensivos posts no Facebook e divulgação pela mídia especializada, a HD lançou um modelo 2017.5 chamado de Road King Special.

A estratégia de lançar modelos em meio-ano se iniciou em 2007 com a introdução da Nightster e desde então, todo ano na época próxima ao Bike Week temos o lançamento de um ou dois modelos.

Para este ano, não foi diferente e foi introduzido a RK Special.

Particularmente, eu gostei muito da moto, especialmente na cor do material promocional, que vocês veem nas fotos que acompanham aqui….chamada de Olive Gold

Model Year 2017.5 Campaign. INTERNATIONAL ONLY

Trata-se de uma Road King com com todos so seus componentes pintados em preto com os seguintes detalhes:

  • Guidão Ape Hanger

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  • Rodas de 19 polegadas (como na RG Special e na SG Special), chamada Turbine (da mesma coleção da atual Breakout)

Model Year 2017.5 Campaign

  • Mesmo Conjunto de Suspensão da Street Glide Special (discretamente mais baixa)

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  • Saddlebags alongadas, que até então estavam apenas disponíveis na CVO
  • Conjunto de iluminação traseira integrado (Stop-Turn Taillight)

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Devo confessar que gostei da moto, mas na minha visão pareceu um remake moderno da Road King Custom (lembre-se que remake eh algo que se parece e não uma reincarnação), até postei isto na minha conta do FB, ao qual compartilho a foto aqui.
Logicamente com algumas diferenças estéticas a moto lembra bem…

Para aqueles que vão questionar:
1- Na época da RK Custom, ainda não existia o Stop-Turn Taillight
2- O banco (lembrem-se que o chassi das Touring mudou em 2009 e depois em 2014, mas o banco é super parecido), plataformas, pedaleira do garupa são os mesmos

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Agora a melhor notícia para muitos: DISPONÍVEL NO BRASIL NO SEGUNDO SEMESTRE!

Aguardo o comentário dos leitores.

Abraxx a todos

Moto a Venda

Amigos Leitores,

Um grande amigo meu está precisando vender sua Ultra Limited pois não tem tempo para usufruir dela.

A moto é ano 2015, está com 1800 km e cor Deep Jade Pearl & Vivid Black.

Sem detalhes nenhum e não tem nenhum acessório.

Conheço pessoalmente a moto e o dono.

Recomendo para quem quiser uma Ultra praticamente zerada.

A moto está na Loja Moto Mania em Jundiaí, em exposição.

Qualquer dúvida, me contatem

2015 Electra Glide Ultra Limited

Um review do Milwaukee Eight e a comparação com TC 103

Boa noite,  Amigos!

Embora já tenha visto pessoalmente e ouvido o novo motor Milwaukee-Eight, não tive oportunidade, enquanto no Texas, de pilotá-las.

Agora com os modelos chegando aos dealers brasileiros, alguns já disponibilizam a frota a clientes e membros do HOG, como é o caso da Tennessee em Campinas.

O amigo Paulo Papito teve a oportunidade de fazer um Test Ride e fez o mesmo trajeto com a sua Ultra Limited Rushmore com o Twin Cam 103.

Li muitos reviews na imprensa americana, nenhum comparativo com o TC…e acredito que o texto que vocês lerão a seguir é, provavelmente o review mais completo e uma justa comparação. Este texto foi publicado na timeline do Papito e reproduzo aqui com autorização dele. – Segue abaixo:

A nova Ultra Milwaukee-Eight 107

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O teste de hoje se dividiu em três partes: o antes, o durante e o depois. Isso porque saí de casa e fiz, com a minha Marilyn, uma parte do trajeto que faria com a nova Ultra, reparando atentamente no comportamento dela.
Depois, o teste propriamente dito.
Por fim, o pós-teste, quando repeti parte do trajeto com a minha moto, para comparar outra vez.
E ainda bem que fiz assim, porque a gente logo se acostuma com o que é melhor e tende a se esquecer do que era antes. De modo que a comparação em três etapas foi decisiva para a melhor avaliação.
Dito isto, vamos por partes.
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1. O som
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Comecemos pelo mais simples: o som que a gente escuta.
Todo mundo já falou sobre o silêncio do motor, sem aquele cling-clan-clung, sem a bateção das peças móveis. É verdade. E muita gente já registrou que o som do novo escape original se parece muito com um esportivo comportado: grosso, encorpado, agradável sem ser incômodo. Mas nem todo mundo pode ter reparado que o novo motor não gorgoleja mais nas saídas em primeira marcha, principalmente quando o sistema de resfriamento das Rushmore desativa o cilindro traseiro. Eu gosto desse gorgolejar, que imagino ser semelhante ao barulho que faria uma baleia fazendo gargarejo. Mas muita gente não gosta. Para quem gosta ou não gosta, ele sumiu. Como também sumiu aquele grilo que cricrilava quando a gente acelerava um pouco com a moto parada: aquele criiiic, quando a gente tirava a mão.
Isso se deve não só ao novo motor, mas principalmente aos novos escapes. Nas Rushmore, os dois escapes têm dimensão diferente. O direito sopra quente e o esquerdo sopra frio. Quando se acelera e desacelera há uma válvula que dirige mais ar para o secundário. Por isso o barulho das tourings muda tanto de uma hora para outra. Meu amigo Adriano Marques, por exemplo, adora o momento em que se abre o segundo escape, e o ronco engrossa.
Na nova Ultra é tudo diferente: os escapes são iguais e não há mais a tal válvula cri-cri. Por isso o ruído é tão especial: ouvem-se os dois escapes e não um depois o outro. E por isso talvez não haja o tal gorgolejar de saída.
Andando, como o motor não faz barulho de peças soltas, o som do escape é muito agradável. Muito mesmo. Melhor do que o de qualquer outro que eu tenha ouvido, esportivo ou não.
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2. O calor
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Som e calor são duas características das Harleys. Um para o bem, outro para o mal. Pois então saibam que o calor acabou do lado esquerdo do motor. E para que não digam que exagero ou minto, convoco aqui o testemunho do Paulo Barretto, a quem pedi para pôr a mão junto ao lado esquerdo do motor, depois do teste. Já do lado direito, não tem jeito: embora tenham deslocado um pouco a saída do escape do cilindro da frente, os dois canos fumegantes exalam seu calor. Que não é grande, porém. É mais ou menos igual, apenas um pouco mais fresco, do que os da Rushmore. Ou seja, para uma Harley (ou uma Indian, pelo que dizem), ótimo.
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3. O motor
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O motor é a estrela do espetáculo, sem dúvida. Embora eu ache que a suspensão nova seja uma concorrente à altura pelo estrelato.
A primeira coisa que se sente ao pilotar é a força, o torque. O melhor do motor é por volta de 4000 giros ou pouco mais. Nessa rotação, o toque no acelerador é respondido imediatamente com um impulso para a frente. É realmente notável! E é uma fonte de prazer sentir e abusar do torque poderoso.
Depois, a maciez do funcionamento, a distribuição da força. Em tudo, esse motor é superior ao da Rushmore. Tanto que a gente tem a impressão de que as marchas são mais curtas. Paulo Barreto também teve a mesma impressão. Mas é uma questão de torque, porque fui ver na ficha técnica e a relação das marchas é exatamente a mesma.
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4. A embreagem e o câmbio
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A embreagem é bem diferente. Mais macia. E os engates do câmbio são precisos. Muita gente vai sentir falta do estalido de engate da primeira, aquele traaaaack! famoso! Por outro lado, como o motor agora faz menos barulho, ou quase nada, a gente ouve o engate das demais marchas, em movimento. E inclusive a gente sente na embreagem – não sei se em todas as motos ou apenas nessa que testei – o engate, como um reflexo no manete. A cada mudança, eu tinha uma resposta no manete, quase como um retorno. O que não era desagradável, mas era pouco usual e me chamava sempre a atenção.
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5. Os freios
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Netto Mattos me disse que os freios são idênticos aos da Rushmore. Mas não parecem iguais aos da Marilyn. Na Marilyn, se eu meto o pé com força no freio traseiro ele trepida, quando o ABS entra em ação. Se alicato o da frente, idem. Mas na do teste, não: várias vezes fiz a moto parar bruscamente, para ver o funcionamento dos amortecedores. E em todas ela o fez sem a trepidação do ABS: parou eficiente e suavemente. Pode ser porque esteja nova. Mas a minha, desde nova, tem o comportamento usual.
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6. A suspensão
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E aqui, finalmente, a outra estrela do dia: a suspensão traseira. Mudou tudo. Foi uma pena a escolha antiquada da rodinha para ajuste manual. Mas o resultado foi muito bom.
Quando a gente olha os amortecedores, tirando as bolsas da moto, é muito estranho: o da direita parece igual – na verdade, parece menor – do que o das Rushmore. É basicamente uma mola fina, com um amortecedor comum no centro. Já o da esquerda é outra coisa: um tolete robusto, enorme, com a regulagem de pressão. É um jeito diferente de resolver a questão do amortecimento traseiro.
Eu tenderia a pensar que o melhor seria que fossem ambos parrudos. E talvez isso eliminasse de vez a ainda persistente (embora menor) flutuação da frente. Mas como são já resultam num belo avanço em relação às Rushmore.
Pude ver isso em testes meio amalucados. Primeiro, quando saí da loja, passei sobre cada uma daquelas tampas afundadas que a gente tenta evitar quando sai em passeio do HOG. Depois, na pista, passei à toda sobre uma cabeceira de ponte, na qual eu já tinha sofrido com a minha moto. Por fim, escolhi delicadamente algumas depressões e buraquinhos.
E o resultado foi ótimo: a suspensão nunca bateu. A moto está firme. A traseira passa incólume pelos obstáculos. E acho que as garupas vão agradecer muito à Harley o melhoramento.
Mas como fui me acostumando, chegou um momento em que já achei que estava igual à Marilyn. A Marilyn, afinal, era também boa nos buracos. Era o que eu pensava. Por isso, deixando a moto nova, fiz o teste da terceira etapa: repeti o percurso dos trancos com a Marilyn. E então pude, pela prova definitiva que foram as batidas secas de fim de curso e a sensação de que a moto ia desmanchar no meio das minhas pernas (e olha que estava com 40 libras nos amortecedores de ar!), confirmar a primeira impressão: a suspensão melhorou imensamente.
O mesmo não posso dizer da suspensão dianteira, infelizmente. Ela afunda menos do que a da Rushmore, eu acho. E resiste melhor aos bumps. Mas a moto ainda shima. A frente parece muito leve. (O que, na verdade, não sei se é responsabilidade da frente, da traseira ou do balanço entre ambas).
É verdade que, como era teste, não fiz curvas como harleyro acostumado ao bamboleio, como faço com a minha. Isto é, deitando para fora da moto e ainda apoiando o peso no volante, para dar estabilidade. Fiz curvas inocentemente, inclinando juntamente o corpo e a moto. E ela shimou. Não tanto quanto a Marilyn, que shima e ao mesmo tempo rebola, mas shimou. Principalmente em velocidades acima de 140. Uma curva da D. Pedro, a 160 km/h, me avisou que era melhor não insistir. E não insisti.
Mas para o uso a que a moto se destina, que é um passeio tranquilo com garupa, a 130 km/h, está perfeita! E por que alguém, em sã consciência, faria curvas a 160 ou 170 km/h com uma Ultra? Não há nenhuma razão para isso… Embora eu goste de fazer…
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7. Um inconveniente só pra mim
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É só para mim, mas registro, porque tem o lado bom. O lado bom é que o acabamento cromado da moto, no que diz respeito aos escapamentos, é muito melhor: é mais envolvente. Não se vê o ferro escuro. Só o cromo. Mas isso, que é uma qualidade, é um defeito para algo que eu prezo muito: a minha marcha a ré. Embora ela pareça compatível, o cromo agora dá a volta no escapamento de forma a ocultá-lo e ressaltar o brilho, mas impedirá a instalação da ré, caso eu troque. O que constituirá uma grande perda: não de eficiência, mas de exibicionismo – pois a principal função da ré e poder provocar os amigos, estacionando de frente sempre que eles tiverem dificuldade de estacionar de ré…
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8. O balanço final
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Por tudo o que ficou dito, não devem restar dúvidas de que gostei muito da moto. Pode ser melhorada? Claro, como tudo nesta vida. E a leveza da frente é algo a aperfeiçoar.
Mas bem pesados os dados, não há dúvida: é um fantástico avanço em termos de performance e conforto. Embora possam achar que não, eu creio que a mesma diferença que houve – o mesmo salto – entre a linha 2013 e a Rushmore, repete-se agora. A impressão é semelhante: eu tive uma 2013, de que gostava muito. Quando experimentei a Rushmore, vi que passaria para um outro universo com ela. E agora creio que vai se repetir a história: o salto de qualidade é semelhante.
E considerando que o preço da moto, mesmo se instalarmos o rádio CB, é menor do que o praticado até há poucos meses para o modelo 2016, não há dúvida: a H-D fez um movimento de grande alcance, um lance de mestre.

Linha 2017 – As limitações de cor

A Harley-Davidson apresentou na ultima semana, aos seus revendedores a linha 2017 e há 3 dias para a imprensa especializada brasileira.

Como os leitores do blog já sabem, divulguei em post anterior o que seria da linha brasileira, que se confirmou em 100% as minhas previsões. (lembrem-se, vocês leram primeiro aqui…rs).

No tocante da linha brasileira, como já havia dito…nada de Slim, Road Glide ou Twin Cam 103 nas Dyna…. a Roadster entrou no lugar da Sportster 1200 Custom CA e as V-Rod foram aposentadas.

No tocante do preço, o amigo Wolfmann faz uma análise excelente que o leitor pode ler aqui

Agora, desde a linha 2016 a Harley do Brasil vem com uma política que não me agrada nem um pouco, que é a limitação na variedade de cores a serem oferecidas nos modelos.

Na linha 2016 isso já aconteceu, com alguns modelos tendo apenas 03 opções a serem escolhidas…. A justificativa que eu imagino é que seria para não manter estoques elevados a serem montados em Manaus com grandes variedades… (e correr risco de encalhes).

Para 2017, chega-se ao absurdo de alguns modelos como a Low Rider e a Fat Boy, de você apenas poder escolher entre 2 cores…ou preto ou vermelho…o que é desanimador, principalmente dado que a Fat Boy teria algumas opções bem legais como Olive Gold, Two Tone Superior Blue & Billet Silver e o Black Hills Gold & Black Quartz…achei isso realmente lamentável.

Abaixo, vou descrever em cada modelo quais foram as cores ausentes….

883 Iron: Hard Candy Hot Rod Red Flake

– 1200 Custom CB: Não disponível no mercado americano para comparação

– Forty Eight: Corona Yellow Pearl

– Roadster: Todas as opções disponíveis

– Street Bob: Hard Candy Hot Rod Red Flake

– Low Rider: Billet Silver & Vivid Black e Bonneville Blue & fathom Blue

– Fat Bob: Crushed Ice Denim e Laguna Orange

– Fat Boy: Olive Gold, Superior Blue & Billet Silver, Black Hills Gold & Black Quartz

– Fat Boy Special: todas as opções disponíveis (comparado com o mercado Inglês, uma vez que nos EUA a Fat Boy Special não é mais oferecida)

-Heritage Classic: Black Quartz, Black Hills Gold & Black Quartz, Bonneville Blue & Fathom Blue

– Deluxe: Superior Blue, Hard Candy Mystic Purple Flake

– Breakout: Velocity Red Sunglo, Laguna Orange

Road King Classic: Billet Silver & Vivid Black (comparado com o mercado Inglês, uma vez que nos EUA a RK Classic não é oferecida e sim a RK STD que tem outras opções)

– Street Glide Special: Superior Blue, Velocity Red Sunglo, Laguna Orange, Hard Cndy RHor Rod Red Flake,  Hard Candy Mystic Purple Flake

– Ultra Limited: Black Quartz, Billet Silver & Vivid Black, Superior Blue & Billet Silver

A verdade é que a questão de cores nunca foi uma coisa muito simples…. no inicio das operações no Brasil, na época da Motorshop e no começo dos anos Izzo…. o cliente até poderia escolher o modelo que quisesse e a cor que quisesse mas teria que esperar (e muito) por isso. Na maioria das vezes, os lotes de motos vinham com cores variadas e modelos variados, e desta forma a escolha limitada….mas lembramos que até 1998, o cliente tinha liberdade de escolha de modelo e cor. (a única exceção a regra sempre foi a Road Glide).

Quando a HD montou a fabrica em 1999, iniciou-se o processo de limitação de modelos e desde aquele momento nunca mais tivemos a linha completa por aqui. Mas ainda assim nunca havia acontecido a limitação na oferta de cores….porém em 2016, começou e pelo visto isso vai ser uma prática recorrente.

Gostaria de conhecer a real opinião dos leitores sobre o assunto.

Abraxx a todos!