Salão das Duas Rodas 2017 – Minhas impressões

Caros Amigos,

No dia 15 tive a oportunidade de visitar o Salão das Duas Rodas 2017, uma das principais exposições de motocicletas do nosso país.
Vou tentar fazer as minhas avaliações sobre tudo que vi, logicamente, concentrarei a maior parte do relato nas Harley-Davidson e as Indian que são as marcas que cubro neste blog.

1. O Local do Evento

O Evento acontece desde o dia 14/11 e vai até o próximo domingo (19/11). O local da exposição é o SP EXPO (que antigamente se chamava Centro de Exposições Imigrantes).
Fazia muito tempo que eu não ia lá, mas tive boas surpresas que relato a vocês.

Sai de Jundiaí – SP, de carro as 14:00 (um pouco mais tarde do que originalmente planejara, queria estar de fato lá as 14h). Com 1h de viagem de forma tranquila pela Rod. Dos Bandeirantes e pelas ruas de SP cheguei ao portão 28 com uma ligeira fila. Entre a chegada e parar o carro, levei exatos 13 minutos.

A primeira surpresa foi o estacionamento. Apesar do valor super caro (R$ 45.00), o carro ficou parado em um Edifício-Garagem igual ao que se encontra no Aeroporto de Guarulhos. Bem diferente do que a gente encontra no Anhembi (local do tradicional Salão do Automóvel) que além de caro, o carro fica estacionado em área externa.

Saindo do Edifício-Garagem, o mesmo é conectado ao pavilhão de exposições por uma passarela de vidro.

Já tinha comprado o meu ingresso online, logo, pude acessar a exposição de maneira direta.

Na entrada, outra grata surpresa: Ar-condicionado funcionando bem! Quem já foi ao Salão do Automóvel sabe o desconforto de ficar naquela estrutura abafada em um dia quente, logo como estava um dia quente (35 graus) foi bom ter o ar-condicionado funcionando.

Usei pouco a estrutura física do local, mas posso dizer que inclusive a questão de alimentação existe opções interessantes (coisa que é meio complicado no Anhembi). Há um restaurante do Spoletto e da Domino’s.

2. As Harley-Davidson 2018

Já discorri bastante do aspecto técnico do lançamento em agosto, que o leitor pode relembrar aqui. Mas minha curiosidade agora era ver os modelos ao vivo e ter as minhas impressões. Logo, o primeiro estande que foi visitado foi o da HD.

O estande provavelmente era um dos mais cheios da feira, mas tendo chegado cedo, pude ver, chegar perto e sentar nas motos.

Comecei claramente pela nova família Softail, já que conhecia a Road Glide de visitas a concessionários americanos.

2.1 – Fat Boy 114

O primeiro modelo que fui conferir foi a nova Fat Boy 114, que estava exposta logo na entrada do estande na cor Wicked Red & Twisted Cherry.

Fiquei alguns bons minutos contemplando a controversa frente dela. A primeira conclusão é que nas fotos parece pior, porém ao vivo  é possível se acostumar com ela e, convenhamos, ficou adequada ao modelo.
Mesmo assim, não lembra a frente tradicional da Fat Boy e tão pouco uma frente com o “Freight Train” Nacelle (popular cabeça de Touro).

Ao se sentar na moto, o banco vestiu bem e melhor do que o modelo 2017, e a posição se mostrou natural e sinceramente, não notei diferença na posição de pilotagem.

Entretanto, como alguém que acompanha a marca desde 1992, já tinha achado que a mudança em 2007 já havia descaracterizado um pouco….agora, concluo que embora o conjunto tenha ficado legal, não lembra a Fat Boy clássica. Sim, há componentes que remete a ela como o logotipo do tanque, o design do para-lamas dianteiro, mas é, de fato uma nova moto e que tende a atrair toda uma nova geração de motociclistas, justamente o público que a H-D busca. Minha aposta? Vai ser um hot-seller.

2.2 – Street Bob

A partir dali, fui para a Street Bob, exposta em Black Denim e Industrial Gray Denim.
A Street Bob conservou um pouco do seu visual do modelo anterior apresentando algumas soluções inovadoras. O velocímetro montado na mesa do guidão é uma delas.  Achei interessante, mas me pergunto como deve ser a visibilidade disto num dia de sol ao meio-dia. O guidão, agora em wrinkle black (acabamento fosco rugoso) está numa boa posição. Nas antigas Dyna, gostava das pedaleiras em posição central pois o comando avançado ficava um pouco distante da extensão das minhas pernas. O problema aqui é que achei a posição da pedaleira central um tanto estranha e enquanto estava sentado pensei: “Esta moto combina com um comando avançado”.
O tanque menor de 14 litros, não compromete neste modelo e ficou algo bem harmonioso com o conjunto total.
Não seria uma moto que eu compraria para mim, mas se o fizesse colocaria o comando avançado, que nesta família nova Softail não fica tão distante quanto era nas Dyna.

2.3 Softail Slim

Quem me acompanha aqui no blog sabe que a Slim é um modelo que me agrada muito e a reformulação feita para a nova família Softail fez com que o modelo mantivesse todas as suas características.  Digo que certamente foi o modelo que menos mudou com as modificações feitas.
Na linha da Softail antiga, o principal atrativo também era o seu principal problema…pelo fato de ela ser baixa era super fácil de raspar a plataforma em curvas. Com a nova reformulação a imprensa mundial é unânime em dizer que os ângulos de inclinação em curvas está  melhor e um pouco mais agressivo de modo que a plataforma não raspa com essa facilidade toda.
É um modelo que me agradou muito e que certamente, se eu estivesse no mercado para comprar uma nova moto, seria uma das minhas opções de escolha (a outra, apresento logo mais).

2.4 Breakout

Visualmente parece não ter mudado muito, mas quando olhamos ela com cuidado a primeira coisa que notamos é o tanque menor, igual ao da Street Bob. Na minha opinião, não combinou muito com o modelo. Outra coisa que é compartilhada com a Street Bob é o velocímetro incorporado a mesa. Diferente da Street Bob que tem a mesa em preto, a da Breakout é cromada, aumentando ainda a minha percepção de que num dia de sol a leitura deve ser um tanto difícil.
Outra coisa que mudou, são as rodas, que voltaram a ser as Gasser wheels, agora chamadas de Gasser II. Vamos lembrar que em 2017 a Breakout recebeu as Turbine que equipavam o modelo CVO, que eu achava muito mais bonita e chamava bastante a atenção.
A cor exposta, por outro lado, era um prata muito vistoso, chamado de Silver Fortune.

2.5 Heritage Classic

Este modelo, exposto em um vinho muito bonito chamado de Twisted Cherry, me chamou a atenção. Num primeiro momento, em Agosto, tinha torcido o nariz por conta da perda dos cromados, mas ao ver ao vivo, meu conceito mudou radicalmente e vi que realmente o visual dark lhe caiu muito bem.


O conjunto ótico dianteiro, com os leds desligados enegrecidos, lembram as capas de faróis auxiliares, típicos da época do pós-guerra.


Os bancos, perderam aqueles conchos que tinham um gosto, no mínimo duvidoso e perdeu-se o sissybar (talvez aqui seria algo que eu considere essencial para o modelo).
Por outro lado,  uma das melhores evoluções foi a saddlebag, que agora é rígida e trancável!
Se comprasse uma, e olha que me agradou muito, eu colocaria o mesmo sistema presente na nova Sport Glide (que será tema de um post inteiro a parte) para tirar as bolsas com facilidade.


Uma queixa que eu ouvi com bastante frequência quando estava ao lado da moto, foi o fato da metade inferior do windshield ser preto…. e para quem vê em foto, tem-se a impressão que seria possível enxergar pela parte preta….pois é…não dá…é preto, preto mesmo….nada parecido com insulfilm.. e sim plástico (lexan, no caso) preto.
Junto com a Slim, este foi outro modelo que manteve bem a característica Harley e seria outro modelo que eu facilmente compraria.

2.6 Fat Boy 107

Tirando a diferença do motor, não há outra coisa que a diferencie do modelo 114. Logo, as impressões são as mesmas já escritas acima.

2.8 – Fat Bob 107 e 114.

Este modelo apresenta uma mudança radical em relação aos anos anteriores. Assim como a Fat Boy, vê-la ao vivo não parece tão ruim quando vi em foto e na transmissão do lançamento.
Primeiramente o farol quadrado em led chama muito a atenção, assim como os escapamentos e a traseira. Logicamente, o objetivo aqui é atrair um público bem mais jovem e acredito que a moto irá conseguir atingir o objetivo.
Algo que está causando muita controvérsia é o suporte da placa. Nos EUA ela vem com suporte para placa lateral, algo que é proibido aqui no Brasil.  Outros modelos que também tem o suporte lateral no mercado americano, aqui foi colocado um suporte plástico que é uma extensão do para-lamas traseiro (Solução que vemos na Iron, Forty Eight, Roadster, Street Bob e até mesmo na nova Fat Boy).
Para a Fat Bob, a solução foi colocar um suporte de placa que é preso com dois parafusos Torx em cada lado, na balança (algo que é relativamente fácil de ser removido). O problema está na nossa legislação, que requer que a placa, seja fixada com um arame a uma parte fixa da moto.
Ainda que os Detran’s espalhados pelo Brasil não tem qualquer tipo de flexibilidade, será um tanto interessante ver como vão fazer para fixar a placa.

Sendo assim, aos leitores do blog que eventualmente comprarem uma Fat Bob 2018, peço que gentilmente acompanhem o emplacamento de suas motos e filmem para vermos a solução encontrada, que eu postarei aqui e darei o crédito ao video.

2.9 Deluxe

O modelo virá ao Brasil, mas não se encontrava exposto no Salão.

A linha Touring….brevemente falando:

Ultra Limited, Street Glide e Road King Classic, essencialmente são os mesmos modelos em relação a 2017, apenas com mudanças nas opções de cor.

Quem realmente roubou a festa desta linha foram os 3 novos lançamentos. A Road Glide Special, Road Glide Ultra e a Road King Special.

As Road Glide realmente são uma adição muito bem vinda a linha. Algumas pessoas podem não gostar da carenagem tipo Shark Nose…mas que é uma moto muito legal é.


A versão Special tanto da Road Glide como da RK vem com acabamento dark e saddlebags rígidas estendidas.

Já a Road Glide Ultra é uma versão Full Touring, com tour pak, caixas de som traseiras exatamente como a na Ultra Limited.

Acredito que a a HD mandou bem aqui.

Por fim, apresentou as CVO Road Glide e a CVO Ultra Limited 115 que virão com o novo Milwaukee-Eight de 117 Cubic Inches

Para finalizar, já que o texto está muito comprido, volto a dizer o que falei no Facebook oficial da HD-BR e o que disse pessoalmente ao Gerente de Marketing da HD, Flavio Vilaça: A Harley-Davidson está de parabéns, por pela primeira vez em anos, a trazer uma linha tão completa para o consumidor brasileiro. (ficam de fora, pouquíssimos modelos como as Street 500, 750 e Street Rod, 883 SuperLow, Low Rider e Sport Glide, Electra Glide Ultra Classic e Ultra Limited Low).

Gostaria de ler a opinião dos leitores que visitaram o salão…e no proximo post, falarei das Indians.

Abraxx a todos

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6 comentários sobre “Salão das Duas Rodas 2017 – Minhas impressões

  1. Minha sugestão pro cabo de aço da placa na Breakout seria um conduíte preto do chassi até o eixo da roda, e na parte que inicia o suporte da placa, fazer um furo naquele tubo e passar até a placa.

    Ao menos tentaria fazer isso.

    Curtido por 1 pessoa

  2. Dan, sobre a placa da Fat Bob.

    Hoje estive na Harley-Davidson Brasília e me explicaram como estão lacrando (infelizmente a moto de test-drive não estava lá hoje para fotografar para ti).

    O lacre vem do quadro (como esperado) e desce até a balança traseira, sendo amarrado ali com conduíte plástico (pra não arranhar a pintura da balança) e abraçadeiras, acompanhando a balança até o suporte de placa “brazuca”, que é oco , então o lacre passa POR DENTRO dele (entra pelo lado esquerdo) e sai até a placa.É, a meu ver, uma boa solução.

    Cabe ressaltar também que o suporte dos piscas da Heritage tem o espaço certinho para embutir uma iluminação de placa, sendo extremamente fácil passar a placa para baixo (basta adquirir um suporte genérico que custa 30 dólares + frete em lojas como a JP Cycles). Aí é só cobrir a parte branca de cima da lanterna com um adesivo vermelho transparente (desses que vende baratinho no mercadolivre) e pronto. Pela minha experiência com a Deluxe 2014, a quantidade de lacre necessária para colocar uma placa “Outdoor” (as gigantes placas atuais) no local original é suficiente para deslocá-la para baixo sem precisar refazer o lacre.

    em tempo, resolvi seguir uma sugestão do Wolfmann e também estou com meu “bloguinho” agora.
    bira-hd.blogspot.com , conto com sua visita e suas sugestões e críticas.

    Curtido por 1 pessoa

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