Salão das Duas Rodas 2017 – As Indians

Caros amigos,

Seguindo os meus relatos do Salão das Duas Rodas, o estande que visitei sequencialmente ao da Harley foi o da Indian Motorcycle.

A Indian começou o salão com o evento de imprensa rememorando uma notícia que não era nova, mas dado o momento que ela foi novamente colocada em evidência, causou uma repercussão um tanto negativa. Explico:

Desde o lançamento da linha 2017, foi informado aos revendedores da marca que a Indian iria mudar de estratégia para o mercado brasileiro. Desde a entrada no Brasil, a Polaris (dona da marca Indian) optou por trazer as motos em regime conhecido como CKD, onde os componentes chegam em partes e as motos são montadas na Zona Franca de Manaus. Exatamente da mesma maneira que a HD opera hoje.
Ao passo que a HD tem uma fábrica própria, a Indian usa o espaço cedido pela Dafra (assim como a BMW).

Inicialmente a Indian tinha um plano, que considerei um tanto ambicioso, de vender 800 unidades/ano. Entretanto, o momento que a marca entrou em solo brasileiro era um de contração econômica, graças a uma crise, e o mercado de motocicletas de uma forma geral já estava parando.

As vendas ficaram aquém das expectativas, com uma média de 400 unidades/ano. Convenhamos que para uma marca que está iniciando a operação é um volume até que bom.

Vamos recapitular a história da HD, só para fazer um paralelo….. a HD entrou no BR, sendo comercializada como CBU (as motos vinham inteiras importadas) em 1992 pela então Motorshop de Belo Horizonte. Em 1994 a Izzo comprou a operação e passou a ser o representante da marca, mantendo o mesmo sistema de trazer as motos importadas….sempre em pequenas quantidades. Para se ter uma noção, quando a HD conseguiu vender o mesmo que a Indian vende hoje, foi em 1997/1998 antes da crise econômica….ou seja levou-se praticamente 5 anos…coisa que a Indian está vendendo em 2 anos de Brasil.

A Polaris anunciou que os modelos, agora serão vendidos como CBU…ou seja a moto virá inteira montada de Spirit Lake, IA.

A primeira grande dúvida que surgiu, foi em questão do preço e no salão, pude verificar que os preços continuarão sendo mantidos no patamar atual, sem qualquer acréscimo. E vale lembrar, que o preço das motos já caiu desde quando elas foram lançadas por aqui.

A expectativa é que se mantenha o ritmo de vendas, na casa das 450 unidades/ano e, segundo a Polaris…a operação de CKD só se tornaria interessante a partir de 600 unidades.

Agora, os lançamentos da marca para 2018, se mostraram bem interessantes, mantendo mais ou menos o mesmo mix de modelos oferecidos.

1. Família Scout

Continua a ser oferecida a Scout 1133cc com opções de cores solidas e a opção de 2 tons para esse ano será um belíssimo azul com branco.

A família ganha, praticamente em tempo simultâneo com os EUA, a introdução da Scout Bobber, que será oferecida em todas as opções de cor disponível nos EUA

É um modelo com um visual mais agressivo, mas que combinou muito com o modelo e acredito que será um sucesso de vendas por aqui.

A depender das opções de cor, ambas Scout e Scout Bobber tem como preço inicial R$ 49.900,00

2. Família Chief

Aqui também com o preço mantido em R$ 69.900,00 – Teremos 2 modelos disponíveis. O primeiro é a Chief (não será mais chamada de Chief Classic, já que este será disponível nos EUA com rodas raiadas, pneu faixa branca e a cor Burgundy Metallic). A Chief que teremos é o mesmo modelo de base do mercado americano, que será oferecido em cor única chamada de Steel Gray.  Não difere em nada do ponto de vista visual, do modelo que hoje é encontrado nas revendas brasileiras.

O segundo modelo da família Chief, é a Dark Horse. A Chief Dark Horse nada mais é do que uma Chief com acabamento fosco preto em praticamente todas as peças a exceção do escapamento.

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A Chief Vintage segue como linha 2017 devido a estoques ainda existentes, e já confirmados por fontes seguras que quando os estoques acabarem, a linha 2018 será apresentada….algo que acontecerá em Maio/18.

3. Linha Chieftain

A Chieftain atual (2017) vendida em Silver Smoke continua enquanto houver os estoques,  em seu “lugar” passa a ser oferecida a Chieftain Dark Horse. Assim como a Chief DH, apresenta acabamento em preto fosco em praticamente todas as peças, porém, ela apresenta um atrativo a mais: Será o primeiro modelo vendido no Brasil a contar com as novas rodas de aro 19 e com um para-lamas modificado, sem todo aquele monte de metal na lateral e sem o adorno da cabeça do índio no topo do para-lamas.
Eu particularmente, gosto muito do para-lamas clássico, mas muitas pessoas não gostam, e talvez o novo visual seja um atrativo a mais.
Vale lembrar que tanto a roda como o para-lamas podem ser adquiridos a parte como integrante do catálogo de acessórios da marca.

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4. Linha Touring

A Springfield segue vendida como linha 2017 e quando os estoques acabarem, há garantias de fontes muito seguras, que serão apresentados os modelos 2018…algo que deve acontecer entre abril e maio de 2018. Logo, continua sendo oferecida em preto e na combinação de vinho & cinza (dedicarei um post apenas para este modelo e a Chieftain que testei recentemente no Rio).

A Roadmaster chega como linha 2018, sem qualquer modificação, com preço de 104 mil reais e em cor única preta.

Sinceramente, torço para que a Indian consiga solidificar sua presença no mercado brasileiro, por 2 motivos principais:

1. A concorrência faz bem ao mercado, ajuda a competitividade entre marcas e a regular preços….sabemos que as japonesas, praticamente desistiram do mercado custom/cruiser (haja visto a Yamaha que tirou a Midnight Star de linha, a Honda com a saída da Shadow e a Kawasaki que desistiu de vender as Vulcans mais clássicas – mantém apenas Vulcan S)

2. O Produto da Indian é muito bom…já tive a oportunidade de pilotar praticamente a linha toda (com exceção da Roadmaster) e posso atestar que não deve nada para a HD….é uma moto de muito boa qualidade de montagem e com uma pilotagem extremamente prazeirosa. Se pudesse, manteria uma Indian e uma HD na garagem, sem quaisquer problemas.

Segue a tabela de preço completa da Indian para o próximo ano:

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Aguardo os comentários dos leitores,

Abraxx a todos.

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Salão das Duas Rodas 2017 – Minhas impressões

Caros Amigos,

No dia 15 tive a oportunidade de visitar o Salão das Duas Rodas 2017, uma das principais exposições de motocicletas do nosso país.
Vou tentar fazer as minhas avaliações sobre tudo que vi, logicamente, concentrarei a maior parte do relato nas Harley-Davidson e as Indian que são as marcas que cubro neste blog.

1. O Local do Evento

O Evento acontece desde o dia 14/11 e vai até o próximo domingo (19/11). O local da exposição é o SP EXPO (que antigamente se chamava Centro de Exposições Imigrantes).
Fazia muito tempo que eu não ia lá, mas tive boas surpresas que relato a vocês.

Sai de Jundiaí – SP, de carro as 14:00 (um pouco mais tarde do que originalmente planejara, queria estar de fato lá as 14h). Com 1h de viagem de forma tranquila pela Rod. Dos Bandeirantes e pelas ruas de SP cheguei ao portão 28 com uma ligeira fila. Entre a chegada e parar o carro, levei exatos 13 minutos.

A primeira surpresa foi o estacionamento. Apesar do valor super caro (R$ 45.00), o carro ficou parado em um Edifício-Garagem igual ao que se encontra no Aeroporto de Guarulhos. Bem diferente do que a gente encontra no Anhembi (local do tradicional Salão do Automóvel) que além de caro, o carro fica estacionado em área externa.

Saindo do Edifício-Garagem, o mesmo é conectado ao pavilhão de exposições por uma passarela de vidro.

Já tinha comprado o meu ingresso online, logo, pude acessar a exposição de maneira direta.

Na entrada, outra grata surpresa: Ar-condicionado funcionando bem! Quem já foi ao Salão do Automóvel sabe o desconforto de ficar naquela estrutura abafada em um dia quente, logo como estava um dia quente (35 graus) foi bom ter o ar-condicionado funcionando.

Usei pouco a estrutura física do local, mas posso dizer que inclusive a questão de alimentação existe opções interessantes (coisa que é meio complicado no Anhembi). Há um restaurante do Spoletto e da Domino’s.

2. As Harley-Davidson 2018

Já discorri bastante do aspecto técnico do lançamento em agosto, que o leitor pode relembrar aqui. Mas minha curiosidade agora era ver os modelos ao vivo e ter as minhas impressões. Logo, o primeiro estande que foi visitado foi o da HD.

O estande provavelmente era um dos mais cheios da feira, mas tendo chegado cedo, pude ver, chegar perto e sentar nas motos.

Comecei claramente pela nova família Softail, já que conhecia a Road Glide de visitas a concessionários americanos.

2.1 – Fat Boy 114

O primeiro modelo que fui conferir foi a nova Fat Boy 114, que estava exposta logo na entrada do estande na cor Wicked Red & Twisted Cherry.

Fiquei alguns bons minutos contemplando a controversa frente dela. A primeira conclusão é que nas fotos parece pior, porém ao vivo  é possível se acostumar com ela e, convenhamos, ficou adequada ao modelo.
Mesmo assim, não lembra a frente tradicional da Fat Boy e tão pouco uma frente com o “Freight Train” Nacelle (popular cabeça de Touro).

Ao se sentar na moto, o banco vestiu bem e melhor do que o modelo 2017, e a posição se mostrou natural e sinceramente, não notei diferença na posição de pilotagem.

Entretanto, como alguém que acompanha a marca desde 1992, já tinha achado que a mudança em 2007 já havia descaracterizado um pouco….agora, concluo que embora o conjunto tenha ficado legal, não lembra a Fat Boy clássica. Sim, há componentes que remete a ela como o logotipo do tanque, o design do para-lamas dianteiro, mas é, de fato uma nova moto e que tende a atrair toda uma nova geração de motociclistas, justamente o público que a H-D busca. Minha aposta? Vai ser um hot-seller.

2.2 – Street Bob

A partir dali, fui para a Street Bob, exposta em Black Denim e Industrial Gray Denim.
A Street Bob conservou um pouco do seu visual do modelo anterior apresentando algumas soluções inovadoras. O velocímetro montado na mesa do guidão é uma delas.  Achei interessante, mas me pergunto como deve ser a visibilidade disto num dia de sol ao meio-dia. O guidão, agora em wrinkle black (acabamento fosco rugoso) está numa boa posição. Nas antigas Dyna, gostava das pedaleiras em posição central pois o comando avançado ficava um pouco distante da extensão das minhas pernas. O problema aqui é que achei a posição da pedaleira central um tanto estranha e enquanto estava sentado pensei: “Esta moto combina com um comando avançado”.
O tanque menor de 14 litros, não compromete neste modelo e ficou algo bem harmonioso com o conjunto total.
Não seria uma moto que eu compraria para mim, mas se o fizesse colocaria o comando avançado, que nesta família nova Softail não fica tão distante quanto era nas Dyna.

2.3 Softail Slim

Quem me acompanha aqui no blog sabe que a Slim é um modelo que me agrada muito e a reformulação feita para a nova família Softail fez com que o modelo mantivesse todas as suas características.  Digo que certamente foi o modelo que menos mudou com as modificações feitas.
Na linha da Softail antiga, o principal atrativo também era o seu principal problema…pelo fato de ela ser baixa era super fácil de raspar a plataforma em curvas. Com a nova reformulação a imprensa mundial é unânime em dizer que os ângulos de inclinação em curvas está  melhor e um pouco mais agressivo de modo que a plataforma não raspa com essa facilidade toda.
É um modelo que me agradou muito e que certamente, se eu estivesse no mercado para comprar uma nova moto, seria uma das minhas opções de escolha (a outra, apresento logo mais).

2.4 Breakout

Visualmente parece não ter mudado muito, mas quando olhamos ela com cuidado a primeira coisa que notamos é o tanque menor, igual ao da Street Bob. Na minha opinião, não combinou muito com o modelo. Outra coisa que é compartilhada com a Street Bob é o velocímetro incorporado a mesa. Diferente da Street Bob que tem a mesa em preto, a da Breakout é cromada, aumentando ainda a minha percepção de que num dia de sol a leitura deve ser um tanto difícil.
Outra coisa que mudou, são as rodas, que voltaram a ser as Gasser wheels, agora chamadas de Gasser II. Vamos lembrar que em 2017 a Breakout recebeu as Turbine que equipavam o modelo CVO, que eu achava muito mais bonita e chamava bastante a atenção.
A cor exposta, por outro lado, era um prata muito vistoso, chamado de Silver Fortune.

2.5 Heritage Classic

Este modelo, exposto em um vinho muito bonito chamado de Twisted Cherry, me chamou a atenção. Num primeiro momento, em Agosto, tinha torcido o nariz por conta da perda dos cromados, mas ao ver ao vivo, meu conceito mudou radicalmente e vi que realmente o visual dark lhe caiu muito bem.


O conjunto ótico dianteiro, com os leds desligados enegrecidos, lembram as capas de faróis auxiliares, típicos da época do pós-guerra.


Os bancos, perderam aqueles conchos que tinham um gosto, no mínimo duvidoso e perdeu-se o sissybar (talvez aqui seria algo que eu considere essencial para o modelo).
Por outro lado,  uma das melhores evoluções foi a saddlebag, que agora é rígida e trancável!
Se comprasse uma, e olha que me agradou muito, eu colocaria o mesmo sistema presente na nova Sport Glide (que será tema de um post inteiro a parte) para tirar as bolsas com facilidade.


Uma queixa que eu ouvi com bastante frequência quando estava ao lado da moto, foi o fato da metade inferior do windshield ser preto…. e para quem vê em foto, tem-se a impressão que seria possível enxergar pela parte preta….pois é…não dá…é preto, preto mesmo….nada parecido com insulfilm.. e sim plástico (lexan, no caso) preto.
Junto com a Slim, este foi outro modelo que manteve bem a característica Harley e seria outro modelo que eu facilmente compraria.

2.6 Fat Boy 107

Tirando a diferença do motor, não há outra coisa que a diferencie do modelo 114. Logo, as impressões são as mesmas já escritas acima.

2.8 – Fat Bob 107 e 114.

Este modelo apresenta uma mudança radical em relação aos anos anteriores. Assim como a Fat Boy, vê-la ao vivo não parece tão ruim quando vi em foto e na transmissão do lançamento.
Primeiramente o farol quadrado em led chama muito a atenção, assim como os escapamentos e a traseira. Logicamente, o objetivo aqui é atrair um público bem mais jovem e acredito que a moto irá conseguir atingir o objetivo.
Algo que está causando muita controvérsia é o suporte da placa. Nos EUA ela vem com suporte para placa lateral, algo que é proibido aqui no Brasil.  Outros modelos que também tem o suporte lateral no mercado americano, aqui foi colocado um suporte plástico que é uma extensão do para-lamas traseiro (Solução que vemos na Iron, Forty Eight, Roadster, Street Bob e até mesmo na nova Fat Boy).
Para a Fat Bob, a solução foi colocar um suporte de placa que é preso com dois parafusos Torx em cada lado, na balança (algo que é relativamente fácil de ser removido). O problema está na nossa legislação, que requer que a placa, seja fixada com um arame a uma parte fixa da moto.
Ainda que os Detran’s espalhados pelo Brasil não tem qualquer tipo de flexibilidade, será um tanto interessante ver como vão fazer para fixar a placa.

Sendo assim, aos leitores do blog que eventualmente comprarem uma Fat Bob 2018, peço que gentilmente acompanhem o emplacamento de suas motos e filmem para vermos a solução encontrada, que eu postarei aqui e darei o crédito ao video.

2.9 Deluxe

O modelo virá ao Brasil, mas não se encontrava exposto no Salão.

A linha Touring….brevemente falando:

Ultra Limited, Street Glide e Road King Classic, essencialmente são os mesmos modelos em relação a 2017, apenas com mudanças nas opções de cor.

Quem realmente roubou a festa desta linha foram os 3 novos lançamentos. A Road Glide Special, Road Glide Ultra e a Road King Special.

As Road Glide realmente são uma adição muito bem vinda a linha. Algumas pessoas podem não gostar da carenagem tipo Shark Nose…mas que é uma moto muito legal é.


A versão Special tanto da Road Glide como da RK vem com acabamento dark e saddlebags rígidas estendidas.

Já a Road Glide Ultra é uma versão Full Touring, com tour pak, caixas de som traseiras exatamente como a na Ultra Limited.

Acredito que a a HD mandou bem aqui.

Por fim, apresentou as CVO Road Glide e a CVO Ultra Limited 115 que virão com o novo Milwaukee-Eight de 117 Cubic Inches

Para finalizar, já que o texto está muito comprido, volto a dizer o que falei no Facebook oficial da HD-BR e o que disse pessoalmente ao Gerente de Marketing da HD, Flavio Vilaça: A Harley-Davidson está de parabéns, por pela primeira vez em anos, a trazer uma linha tão completa para o consumidor brasileiro. (ficam de fora, pouquíssimos modelos como as Street 500, 750 e Street Rod, 883 SuperLow, Low Rider e Sport Glide, Electra Glide Ultra Classic e Ultra Limited Low).

Gostaria de ler a opinião dos leitores que visitaram o salão…e no proximo post, falarei das Indians.

Abraxx a todos

Preço Linha 2018 no Brasil

Caros Leitores,

Com a conferência de imprensa realizada hoje no Salão das Duas Rodas, foi feita a apresentação dos modelos que serão comercializados no Brasil….claro que os leitores do blog já sabiam da lista desde agosto….que pode ser checada aqui.

Com isso, o site americano da HD que estava bloqueado desde outubro (como se ninguém tivesse visto as motos ainda)….foi desbloqueado e o site brasileiro passou a mostrar a linha 2018.

O site nacional já mostra os preços que curiosamente não variaram muito em relação a linha 2017. Vamos comparar os preços sugeridos (sem as promoções praticadas ao longo do ano).

Detalhe que na tabela abaixo há o valor para CVO Street Glide de 2017 para comparação com o da CVO Road Glide e o da CVO Limited para comparar com a nova CVO Limited 115th Anniversary

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Vejam que a variação na linha Sportster ficou na casa de 400 reais para a 883 enquanto as 1200 aumentaram em 500 reais.

Já na linha Softail a variação vai desde 1500 reais para a Heritage Classic até absurdos 7500 reais para a Breakout (se vale o comentário..é com o motor de 114 CI).

Já na família Touring, as motos ganharam um acréscimo de 1000 reais.

Aguardo o comentário dos leitores.

Primeiro Teste – Fat Boy 114

Caros Leitores,

Com a proximidade do Salão das Duas Rodas, que se inicia na próxima semana, onde os principais fabricantes e montadoras irão mostrar suas novidades para o mercado nacional – teremos a apresentação da linha 2018 da Harley-Davidson.

Se você é leitor deste blog, certamente o que a HD irá apresentar apenas confirmará a lista que publiquei em Agosto com o lançamento americano, que você pode conferir aqui.

Amanhã as 10:30 da manhã, no horário de Brasília, a HD-Brasil irá mostrar no Live do Facebook a linha 2018.

Com o objetivo de manter o pioneirismo, trago abaixo o primeiro teste da linha 2018 feito pelo amigo George Alexandre, instrutor da Brazil Riders e um ávido competidor em circuitos de cones, tendo participado em diversas competições nos EUA.

George esteve em Ohio e a revenda Western Rerserve Harley-Davidson gentilmente cedeu uma Fat Boy 114 para que ele pudesse apreciar.

Desde já agradeço ao George pelo brilhante relato e a colaboração com o Blog.

O instrutor da Brasil Riders – George Alexandre – esteve nos Estados Unidos para sua reciclagem e aproveitou para experimentar a nova Harley Davidson Fat Boy 2018 com motor 114 de 1870 cilindradas. Veja abaixo as impressões do George sobre a moto.

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Por George Alexandre:

Tipo e Teste: Estrada particular e Estacionamento (manobras em baixa velocidade)

Velocidade Máxima atingida na estrada: 90 milhas/hora
Uma moto com motor muito forte e boa ciclística, que surpreende em vários itens. Na estrada a 90 milhas por hora a moto se comportou muito bem, mesmo com a falta de um parabrisas para velocidades mais altas. Ao contrário do que eu imaginava o pneu 240 na traseira não dificulta as manobras em baixa velocidade. O pezinho menor e melhor posicionado causa estranheza no início (devido ao hábito de buscar um pezinho grande) , mas logo depois se mostra eficiente e preciso.

A suspensão traseira possui cinco níveis de regulagem, sendo o nível 1 o mais suave. A chave de regulagem está bem posicionada e com fácil acesso, necessitando apenas o cuidado de não encontar no escapamento – quando a moto estiver quente – na hora de fazer a regulagem.

O câmbio está muito mais ajustado ao motor e não sentimos mais o grande impacto do engate da primeira marcha. As reduçõs de marcha também ficaram mais suaves, inclusive da primeira marcha para o neutro.

Abaixo listo os pontos positivos e negativos da nova Fat Boy 2018 (114):

Positivos:
– Excelente conjunto Motor e Câmbio

– Faróis modernos e eficientes
– Câmbio com engates suaves e precisos
– Motor com resposta muito rápida
– Excelente estabilidade na estrada
– Peso menor do que os modelos anteriores
– Mais fácil de manobrar em baixas velocidades
– Freios muito bons
– Pezinho menor e mais bem posicionado (embora gere alguma estranheza no início pois você abre o pezinho e quase não vê onde ele está)
– Bico do pneu bem melhor posicionado proporcionando mais rapidez na calibragem)

Negativos:
– Falta do pedal no calcanhar para mudança de marcha (para quem está acostumado estranha um pouco, mas não compromete)
– Escapamento extremamente silencioso (uma novidade nos Estados Unidos)
– Falta da lanterna traseira central proporcionando menos visibilidade noturna.

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Sobre a Brasil Riders® Motorcycle University se dedica ao desenvolvimento e aprimoramento do conhecimento do aluno em pilotagem de motocicletas acima de 800 cilindradas, visando a segurança do piloto no trânsito e nas estradas.

Nosso objetivo é ajudar o aluno a desenvolver a confiança e habilidade para conduzir sua motocicleta. Oferecemos cursos que variam desde o nível mais básico de pilotagem até avançados.

Os exercícios apresentados nos cursos são desafiadores, porém não tão difíceis que possam provocar a queda da moto. Ao final do curso o aluno se tornará um piloto mais confiante e competente para lidar com as dificuldades do dia a dia, seja na estrada ou nos deslocamentos dentro da cidade.

O Instrutor George Alexandre foi capacitado nos Estados Unidos e possue vasta experiência, conhecimento e habilidade com motocicletas Custom de alta cilindrada. O mesmo treina várias horas por ano, frequenta seminários nacionais e internacionais com foco em segurança no trânsito e participa de competições nos Estados Unidos, onde testam suas habilidades. As últimas competições em que o Instrutor George participou foram:
– Gulf Coast Motorcycle Challenge – Abril 2017 – Louisiana – USA
– Grand Prairie Police Spring Classic Motorcycle Rodeo – Abril 2017 – Texas – USA
– Central Oklahoma Motorcycle Challenge – Setembro 2017 – Oklahoma – USA
– North Texas Motorcycle Challenge – Setembro 2017 – Texas –USA